Desfile do grupo Especial promete disputa acirrada na segunda-feira

Dia que a tradição indica como o das favoritas ao título, a Segunda-Feira de Carnaval apresenta ao menos três candidatas ao topo da festa. Salgueiro, Portela e Beija-Flor destacam-se na noite que ainda tem Imperatriz, Tijuca e União da Ilha.

Os enredos:

Tijuca. Na busca pela recuperação após o trágico desfile de 2017, a escola do Borel homenageia o ator, diretor, escritor e carnavalesco Miguel Falabella. “Um coração urbano: Miguel, o arcanjo das artes, saúda o povo e pede passagem” narra a trajetória do artista desde a infância, na Ilha do Governador.

Portela. Campeã de 2017, a escola da Águia descreve  a saga de um grupo de judeus que, expulso de Pernambuco pelos portugueses, migrou para o Norte, participando da fundação de Nova York. De Rosa Magalhães, “De repente de lá pra cá e dirrepente de cá pra lá…” prega a tolerância com imigrantes e refugiados.

União da Ilha. Ao criar “Brasil bom de boca”, o carnavalesco Severo Luzardo planeja contar um pouco da gastronomia brasileira e suas várias influências formadoras. Mais de cem chefs vão desfilar na escola, que promete um Carnaval delicioso.

Salgueiro. Eterna favorita ao título, a vermelho e branco tijucana vai homenagear as mulheres, num enredo que tem tudo para arrebatar a Sapucaí. “Senhoras do ventre do mundo”, de Alex de Souza, celebrará rainhas, guerreiras, revolucionárias, mães e artistas.

Imperatriz. “Uma noite real no Museu Nacional”, de Cahê Rodrigues, passeará pelos 200 anos da saga do primeiro museu do país. Criado por Dom João VI e Dona Maria, abriga coleções de fundamentais de história natural, entre insetos, fósseis e meteoros. Sua vocação popular – expressa pelo endereço, a Quinta da Boa Vista – também será lembrada.

Beija-Flor. Os 200 anos do romance “Frankenstein”, de Mary Shelley, serve de ponto de partida e metáfora para um desfile crítico da deusa nilopolitana. “Monstro é aquele que não sabe amar. Os filhos abandonados da pátria que os pariu” critica as mazelas brasileiras – da corrupção à violência, passando pelas intolerâncias racial, sexual, religiosa e política. Tudo com um dos grandes sambas do ano.